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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Recital para uma dama...


Se me fosse dado a graça de uma inspiração,
Te faria um poema divino,
com imagens de um passado próximo,
Emoldurado em sua pintura, naturalmente desenhada.

Em cada poema que faço, minha Dama,
Procuro reproduzir tua beleza.
Mesmo a paixão sendo tanta, as rimas são poucas;
Sinto não dizer o que quero,
Minhas palavras parecem varias,
Não consigo o verso certo.

Não te entristeces com minha indiferença?
Não te entristeces com minha estaticidade?
Não te entristeces com minhas rudes palavras?

Tola mulher,
Será que não vês que te amo?

Senhora, venhas ver a febre que me alenta;
Tua doce mão sentirá o calor que me verte à tua presença.
Pousas tua mão no meu coração:
Ouvirás a batida do sentimento único
Que move o destino de quem ama!

Caía o crepúsculo esmaecido,
E fiquei imaginando como descreveria o meu amor.
Mas, qual o quê, ele está bem aqui, o rebelde...
Teimoso, não quer ir para o papel,
Se desnudar em verso!

Porém, a poesia dos momentos que vivi com você,
Estão em toda parte...
(Este é uma poesia que gosto muito, pois marcou um momento do passado!)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

FILHAS DA VIDA


FILHAS DA VIDA


Elas são filhas da vida.
Filhas magoadas e feridas,
Inconsoláveis num mundo frio
De prazeres artificiais
E de palavras desnaturais
Saídas de uma alma de vidro
Tão transparente e cansada
Quanto a alegria disfarçada.

Elas são filhas da vida.
com um passado triste
E um futuro sem saber se existe;
Com suas danças exóticas,
Para os olhos sedentos de bestial prazer,

Elas são as filhas de ninguém.
Elas são as filhas da vida.
De uma luta penosa,
Derivada de agruras afim
Travadas na escuridão de noites sem fim,
Buscando como sobreviver.

Elas são as filhas da vida,
As filhas órfãs também,
As filhas da sociedade,
As filhas de ninguém.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

POESIA DO SILÊNCIO

Fim de semana vem chegando,e muita coisa pra rolar, mas com esse tempinho que esta ai, um bom programa é dormir!! Sim, hibernar poistenho andado muito cansado o trabalho anda me matando, mas... a gente se anima, afinal, nada melhor que uma sexta e sábado para curtir!!!

E deixo vcs com uma poesia digamos "profunda"que fiz na minha fase poética:


POESIA DO SILÊNCIO



Uma clara e tênue luz penetrou em meu quarto,

E sem pedir licença,

Fez nascer em mim, uma vaga inspiração,

Dessas que nascem sem saber bem o porquê.



Procurar a sabedoria ajuda-nos a viver em plenitude,

E assim, fazer do dia-a-dia um milagre novo.



De repente, deitado na solidão do instante em que existo,

fico a imaginar as grandes cidades, as grandes multidões,

Os grandes espaços que isolam as pessoas,

Presas, que estão, a um caro consumismo,

Acorrentadas a uma tela de TV.

Como se fossem perdendo seus sentimentos,

Como se a poesia da vida deixasse de existir.

Que pena... que pena...



Estive a observar as pessoas em suas vidas agitadas,

Me percebi humano, olhando os outros como gente,

E não como obstáculos do meu caminho;

Eu vi poesia no olhar das crianças,

Vi carência no olhar dos adultos,

Vi sonho no olhar dos adolescentes,

E pude me ver melhor,

Tão triste, tão alegre, tão carente

Como todos aqueles que observei.



O Universo infinito, com incontáveis mundos,

Algumas vezes parece pequeno, diante das minhas dúvidas.



Minha poesia se inicia,

Onde se despedaçam os preconceitos do mundo.

Meu verso é uma raridade,

Acima dos modismos, modernidades fraudulentas.

Minhas perguntas caminham, sempre à procura da verdade!