sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Quem vai substituir o dólar?

De um lado o dólar despenca, do outro países emergentes perguntam: “e daí?”, e outros tentam substituir a moeda americana como referência monetária.

Para uma moeda que dominou o sec XX, onde tudo passou a ser cotado com base na moeda norte-americana, que já havia substituído a libra esterlina, e antes dela, aos dobrões e peças de oito da Espanha. Será que agora estamos próximos de uma mudança deste paradigma?

Por bons anos tudo correu bem, mas a confiança na moeda norte-americana começou a ser abalada com a crise das empresas pontocom, aumentou com o bom desempenho do euro e do Yuan e alcançou o nível mais alto com a crise do subprime.

Enquanto isso, o mundo dá alguns sinais positivos de que não depende tanto assim do que acontece nos EUA. A economia do Japão cresceu 3,3% no primeiro trimestre de 2008, mais do
que esperavam.

Da mesma forma, a economia da Alemanha está crescendo a uma velocidade que não era vista há 12 anos. Se o mundo parece mostrar que, necessariamente, não vai mal quando os EUA vão mal, por que ainda daria tanta importância ao dólar?

E quais seriam os possíveis substitutos? O Yuan chinês é um forte candidato. A china ,entretanto, é ainda uma novata no comércio internacional. E o Euro? Muito forte, baseado em instituições sólidas, poderia ser um substituto natural do dólar, mas alguns consideram que ainda tem muito o que provar, pois ainda não passou por uma grave crise.


Enquanto isso, o mundo flerta com velhas soluções, como por ex. a recente valorização do outro apronta para a volta da utilização do metal como instrumento de pagamento.

Não há assim, um candidato único a sucessor do dólar no horizonte. O mais provável é que tenhamos que nos acostumar a, por algum tempo, trabalhar com duas ou três moedas no mercado internacional

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